Teoricamente, acabou a minha licença maternidade (4 meses, para estudante). Reuniões e cobranças já começaram, o tempo não para... Sinto inveja das mulheres de antigamente que "só" eram donas de casa e mães. Cuidar da casa e de filho é trabalho para uma vida toda, pô! E é um trabalho que eu, hoje, amo desempenhar.
Uma pessoa normal diria: "Para de perder tempo e foca no trabalho, então, pô!" E eu sei que é isso que eu deveria fazer, mas por que não faço?! A energia e o estresse que gasto sofrendo por determinada tarefa é infinitamente maior do que a energia e estresse necessários para a realização da tarefa em si. Eu também sei disso.
O que me impede de começar, então? Auto-sabotagem? Medo do fracasso? Medo do sucesso? Por quê? Por quê? Por quê?
Na "vibe" da procrastinação, acabo comendo compulsivamente e me remoendo mais ainda pela culpa. Culpa... essa coisa maldita que me acompanha!
Tudo parece mais fascinante (e mais importante naquela hora) que trabalhar... o dia passa numa rapidez inacreditável e eu ainda só "esquentando os motores para começar"... aí olho no relógio e já são 2 da manhã. Começar alguma coisa a essa hora não dá, né?! Então vou dormir para repetir tudo de novo no dia seguinte.
Até quando?
Amiga, lendo seu texto parece que entrei em contato com a Lia da faculdade. Vc tinha essas crises na graduação também e, mesmo sofrendo horrores com isso, sempre se saia super bem nas provas e nos trabalhos.
ResponderExcluirTenho certeza que esse sofrimento é real e que faz parte dessa dura caminhada que é o doutorado e a construção da sua família longe do Brasil. Mas foco amiga!!! Paciência e, principalmente, aceitação de quem vc é!!!
To trabalhando hj tb e vamos produzir juntas!!! Bora!!!